Furos de Viagem :: França

Nosso ponto de partida foi, novamente, Paris. Aproveitamos ao máximo os acessos a pé e através do metrô. O transporte público por trem funciona muito bem, é fácil de entender e tranquilo para qualquer turista. Poucas olhadas nos mapas e já é possível decifrar como ir a qualquer lugar de interesse particular. Queríamos muito explorar os lados menos conhecidos da cidade, caminhar pelas calçadas e conhecer os cantinhos com um olhar mais caseiro.

Para todo lado se vê gente com mapinhas nas mãos. Decidimos, porém, andar meio que às avessas. Sem muito rumo certo. Foi um turismo muito interessante, com um gosto de adrenalina e doçura parisiense. Aquele cheirinho gelado, narizinhos avermelhados pelo frio outonal, desfiles de moda despretensiosos e a céu aberto, vitrines sedutoras, colorido das flores, frutas expostas à porta dos mercadinhos, cachorros cabeludos, janelas charmosas, edifícios velhos e o glorioso som do sotaque francês.

Depois de uma boa dose de Paris, alugamos um carro e partimos para conhecer Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Países coladinhos na França. Dinamarca ficou para uma próxima, por ser um pouco mais distante. Para um brasileiro habituado a atravessar essas estradas intermináveis, seria um grande desperdício deixar de se arriscar na aventura. Partimos. Eu, que quase sempre durmo nesses trajetos fiquei muito atenta aos cenários novos que eram desenhados na janela. Ao final do outono, você pode ter uma ideia do que os meus olhos viram.

Saindo de Luxemburgo, voltaríamos a Paris. Partiríamos da capital francesa para a capital do Brasil. Estávamos certos de não haver nenhuma surpresa no caminho. Paramos, tranquilos no posto de gasolina para abastecer nosso carro apertadinho. Todos parecem ser mais ou menos assim, bem pequenos, quando você não opta pelas motos ou bicicletas. Já havíamos abastecido uma vez, mas desta vez não conseguimos acertar o tipo de combustível. Por dedução, entenderíamos caso fossem as mesmas categorias como álcool, diesel e gasolina. Mas não me pergunte as categorias dos combustíveis franceses.

Alguns quilômetros a frente percebemos uma resposta estranha no motor do carro. Paramos no posto seguinte, onde, ao conversar com um especialista, percebemos que teríamos de acionar um guincho que nos levasse até uma oficina credenciada pela locadora do carro. Foi um desastre emocional. Procuramos razões para o ânimo, mas foi complicado ser guinchado e passar horas numa oficina sem saber ao certo quanto pagaríamos pelos serviços: em Euro.

Na oficina, naquela cidade do interior, poucos falavam inglês, e os que falavam nos colocavam em tremendas enrascadas com os termos mecânicos. A sorte foi um brasileiro que trabalhava ali. Foi uma grande ajuda. Mas ainda assim, só no último minuto percebemos que os custos não seriam tão dramáticos assim, e conseguimos descansar na certeza de não ter acontecido o pior.

Já era noite quando saímos de lá, chegamos tarde em Paris, mas não comprometeu nenhum dos planos ou reservas. Dos males, o menor. Mas não posso dizer que não foi um grande sufoco.

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