Furos de viagem :: EUA

Decidimos viajar aos Estados Unidos quando meu filho tinha 1 ano de idade. Eu havia decidido deixar o emprego e me tornar fotógrafa, e o destino seria a melhor opção de compras do meu equipamento, à época. Decidimos alugar um carro e percorrer a ROUTE 66. Uma delícia de passeio e de pouquíssimos incômodos com meu bebê, já que o balanço do carro era, para ele, muito agradável.

Levamos um DVD da Galinha Pintadinha, que foi assistido à exaustão. Para o Noah era remédio, para nós a doença. Eu já cantava de trás pra frente e em vozes cada uma das faixas. Providenciamos algo em inglês mesmo, tentando variar.

Foi mágico ficar juntinhos todos aqueles dias.

Em algum trecho antes de San Antonio (Texas) decidimos fazer a pausa para pernoite. E, nunca tivemos problemas em escolher hotéis. Bastou conhecermos as redes e os preços que praticam para descansarmos sem possíveis surpresas, sejam de valor ou no padrão de quartos ou atendimento.

De quando em quando nas estradas americanas existem esses centros com tudo que o viajante precisa, restaurantes, mercados, postos de gasolina e hoteis. Então, quando percebíamos o melhor horário e trecho para interromper o curso, era só chegar a um desses centrinhos que, com muita tranquilidade e praticidade, nos acomodaríamos.

Porém, eis a exceção. A noite em questão. Não havia vaga em nenhum hotel! Depois descobri que a cidade de San Antonio abriga grandes eventos, mas assim, muito grandes, e fomos obrigados a seguir até a cidade seguinte. Porém, Noah estava cada vez mais cansado. Cansado até mesmo de descansar no carro, e começou a chorar aquele choro nervoso que leva ao pânico todas as partes envolvidas, a saber, eu e meu esposo que estávamos a ponto de entrar em curto circuito.

Jamais imaginamos isso acontecer, caramba! Seguimos por mais três cidades e nada, nenhuma vaga, antes de enlouquecermos em solo americano decidimos baixar o nível de exigência e tentar outras redes de hotéis, importava agora haver uma vaga, e só. Estacionamos em frente a uma das redes baratas dirigidas por indianos, nada contra a Índia nem nada, mas existe um consenso de que não vale a pena ficar num desses por dubiedade em seus métodos de higiene. Mas haviam quartos vagos! Ficamos.

Na recepção eu não sei o que era pior, o moço falando inglês indiano ou a gente falando inglês navajo. Ele insistiu em que passássemos uma informação específica, mas não tinha jeito da gente entender o que era. Demos os documentos pra ele, que não conseguia decifrar. “Deite ó bãrti” ele insistia nervoso. Pedi que ele escrevesse, e ele apontou no papel “Date of Birth”. Mas que sufoco!

Enfim, fomos para o quarto sem procurar muito defeito e capotamos. Noah dormiu até 12h do dia seguinte, como jamais tornou a fazer, embora continuemos tentando.

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