Adeus, Brasília

Morei no plano, aprendi a fazer tesourinha, trabalhei no setor bolinha, entendi a disposição das quadras. Posso dizer que meus quase oito anos de Brasília valeram a pena. De sul a nordeste deste Brasil, entre todas as cidades onde morei, acho que Brasília é a cidade que mais domino. Amei morar aqui.

É uma cidade grande, mas não tanto. Tem violência, mas não tanto. Trânsito tem também, mas não tanto. Estacionamentos tem, quer dizer, esses não tem mesmo. Quando me apresentaram Brasília, disseram que havia quadras para cada coisa que se precisasse. Tipo, quadra das farmácias, das elétricas, das lojas de bebê. Eu pensei: “Gente, mas isso não parece prático. Aí você precisa ir na farmácia e vai ter que atravessar a cidade?” Mas a verdade é que existem essas quadras sim, mas nas entrequadras você encontra um mini comércio bem organizado e com um pouco de tudo.

Aí falaram das tesourinhas. O raio das tesourinhas. Que são, aliás, como trevos que passam embaixo das principais vias do plano piloto. Deve haver quem passe uma vida inteira e não pegue a dinâmica das tais, se você tem dificuldades com noções de espaço, sugiro usar o GPS.

Plano piloto é a famosa Brasilia, embora, todas as cidades satélites respondam por Brasília também. As cidades satélites são governadas pelas suas Administrações Regionais, que são escolhidas a partir do GDF, o Governo do Distrito Federal, para o qual se praticam as eleições como as dos governos estaduais.

Para qualquer lugar que se vá, você leva 30 minutos.

Eu elegi um shopping para necessidades específicas. Por exemplo, fazer orçamentos de óculos: Conjunto. Dar umas voltas sem comprar nada: Iguatemi. Comprar livros: Casa Park. Comprar barato: Pátio. E o meu preferido: Parkshopping. Meu marido ficava impressionado como eu sabia para que lado fica cada coisa por lá, era meu álibi sobre ter inteligência espacial, já que com as tesourinhas: custou!

Brasília é o paraíso dos concursos, a maioria dos jovens que conheço estudou direito visando concursos púbicos. O resto também visava os concursos, mas não exatamente pelo caminho direito, digo, o curso, né?

Meu Noah, desde bem pequeno, adorava passear na Catedral “dos sinos”, Torre de TV, Esplanada, Zoo, o que me fez ver que Brasília é muito mais que a Feira dos Importados (ponto turístico também).

Existe um sinal que comprova minha adaptação às cidades novas. Quando descubro um bom salão de beleza e um bom supermercado. Quando isso acontece, já me considero inicialmente adaptada. O resto vem naturalmente. Não temo.

Só em Brasília morei em 6 endereços diferentes. Então foram 6 salões, 6 supermercados. Mas, ao final, eu já podia escolher entre os 6, e nossa! Que sensação maravilhosa essa de ter raízes.

Depois de passar por São Paulo, Sergipe e Rio Grande do Sul, digo que Brasilia tem um jeito muito peculiar que se encaixou comigo. O povo é humano, animado, de todo lugar e de lugar nenhum. Não existe um sotaque só, mas existe sotaque de todo canto representado, e existe a mistura de todos eles. Me senti em casa desde o primeiro dia.

Mas de tudo isso, do que mais sentirei saudades são as pessoas. As que eu visitava nas tardes solitárias, o pessoal que sempre topava sair em cima da hora, as amigas com filhos, as amigas de vez em quando, a turma da risada, a galera dos ensaios, o pessoal do papo sério, os conselheiros papo firme.

O que torna Brasília a mais especial, de fato, são as estatísticas. Aqui existem mais amigos por quilômetro quadrado do que qualquer outro lugar do mundo. A maior concentração já registrada. Por isso, sentirei saudade. Brasilia nomeia, de certa forma, cada um desses amigos.

Obrigada por tudo, Brasilia.

Vou sentir falta do chocolate quente cremoso do Biscoitos Mineiros. Do frango no tucupi, na Feira da Torre. Dos pastéis na Feira do Guará. Do almoço farto no Palhoça. Dos pores-de-sol na Esplanada. Dos flamboyants e dos Ipês. Da pechincha na Feira dos Importados. Da praticidade de  Águas Claras. Dos pastéis da Viçosa. Das bicicletas alaranjadas. Dos passeios no Parque da Cidade. Do Nicolândia. Dos artistas nos semáforos. Do Na Hora. Do Mangai (consagrado patrimônio da humanidade). Dos domingos no Eixão. Dos pequenos e astronômicos ajuntamentos no Estacionamento 4 do Parque da Cidade.

Não vou me esquecer das inundações do Vicente Pires. Da bagunça de Taguatinga. Do frio na barriga em Ceilândia. Do medo no Sol Nascente. Do mofo metade do ano. Da seca na outra metade. Dos acidentes de trânsito no início da temporada de chuvas. Da Weslian Roriz.

Quando eu voltar, com meu próprio carro, táxi ou transporte público saberei chegar em qualquer lugar. E, talvez, pouca gente entenda quão extraordinário seja isso. Voltarei, um dia.

Me despeço, por enquanto.

Adeus, Brasília.

 

 

:: Jeanne Moura :: é autora do livro Quando nasce uma mãe e reside hoje nas Filipinas. Basta clicar aqui para saber mais e adquirir o seu eBook.

 

 

 

[…]

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269 comentários sobre “Adeus, Brasília

  1. Morei dez anos em Brasília e tenho as mesmas sensações e saudades. Fiz ótimos amigos, domino o trânsito, amo o Parque da Cidade e a saudade mais dolorida é do Beirute e da Carne de Sol. Ah, impossível esquecer Weslian Roriz, kakakakakakakakaka!

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  2. Amei o texto!!!
    Sai de Brasília em dezembro de 2014.
    Sinto muita falta de tudo q vivi lá, dos amigos, da diversão, eixao, verde, alimentação, parques etc!!! Eita terra encantada!!!
    Fui muito feliz!
    Ainda bem que estou perto de papis e mamis, da minha querida família!!!

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  3. Parabéns pelo texto, Brasília e tudo como vc comentou e muito mais, tive o prazer de conviver nesta cidade por quase 03 anos e simplesmente adoro a cidade com seu povo vibrante, pessoas da melhor qualidade. Abraços forte aos que aos residentes fazem de Brasília ” o melhor lugar do Brasil.

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  4. Fico feliz de saber que não só nós, nascidos aqui em Brasília, tenhamos esse entendimento de como a cidade funciona e de como Ela pode ser aconchegante a todos. Brasília foi feita para receber pessoas, não tão turisticamente como as cidades de praia e sol, mas não com menos calor… Amei seu texto, ainda que não precise disso; seja bem vinda quando voltar!

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  5. Saí de Brasília em 2009. A hora de voltar já está se aproximando. Sei que serei tão bem recebida como da primeira vez! 🙂 Que vou ser muito feliz e quando chegar o momento de sair de novo, vai ser com o mesmo sentimento que você acaba de expressar. Adorei o texto. Genial! Obrigada por compartilhar! ❤ sou uma defensora ferrenha de Brasília sempre que rola um Brasíliabashing pelo mundo afora! hehehe

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  6. Muito bom seu relato. Eu que também vim de fora me enxerguei em várias situações. Inclusive adoraria as dicas de salões!
    😉
    Só uma coisa que não estou tendo facilidade por aqui: as amizades. Ainda não consegui uma turma pra chamar de minha. E este vínculo é importantíssimo.

    Grande abraço.

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  7. Excelente texto. Me empolguei com o seu amor pela cidade que eu também amo. Só fiquei desapontado com o “frio na barriga em Ceilândia”, mas não culpo você. Eu nasci e moro em Ceilândia. Amo aqui. Se eu pudesse, gostaria de mostrar a Ceilândia de verdade para você, não aquela Ceilândia pintada nos jornais ou nos comentários de quem teve poucas, geralmente ruins, experiências com a Cidade. Ceilândia é, talvez, a mais cosmopolita cidade do quadradinho. Uma pena que boa parte de Brasília não a conheça como eu e outros que de lá são.

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  8. Texto muito bonito e que retrata bem a percepção da maioria dos moradores de Brasília, a não ser pelo trecho preconceituoso “não me esquecerei […] do frio na barriga em Ceilândia”. Porque não “do frio na barriga no Setor Comercial, a noite”? É lastimável ver que moradores do Plano Piloto têm a ideia de que nas cidades satélites só há violência, em especial quando diz respeito à Ceilândia. Nem sou moradora da cidade, mas, ainda assim, senti-me ofendida. A vida “do lado de lá” pode ser tão bonita quanto aí.

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    1. Entendo. Minha primeiras impressões sobre Ceilândia foram nos noticiários nacionais, quase todo dia dá Ceilândia em casos de violência e tráfico. Mas, como trabalhei lá e conheci bastante gente e cantinhos de lá, posso dizer que existe um lado maravilhoso também. Mas nas primeiras vezes, precisei passar pelo “frio na barriga” 😉

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  9. Texto bacana. Sentimentos sãos em relação a nossa bela Brasília, braços abertos para pessoas de boa fé, como um Cristo Redentor invisível no Cerrado. Dizem por aqui que aqueles que bebem das águas de Brasília sempre voltam. Então sim, vc deve voltar.

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  10. Belo texto! Fiz o caminho inverso, já tenho 8 anos fora de Brasília, Passei por essa adaptação em um cidade pequena praiana, e realmente Brasília é linda e encantadora. Tenho o prazer de voltar a cada janeiro para rever os amados familiares e amigos, Já que moro onde muitos passam férias rsrsrs. Breve estarei de volta a nossa capital.

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  11. Você escreveu tudo o que sinto por Brasília! Morei lá por alguns anos quando solteira. Sempre falo pro meu marido que Brasília é a minha Pasárgada. Ele nunca entende como posso amar tanto uma terra vermelha, seca e “sem graça”, mas acho que só entende mesmo Brasília quem se entrega de coração. Obrigada pelo texto delicioso de se ler!

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  12. Nascido em Ceilândia Sul, hoje tenho 37 anos, meu pai e aposentado da Câmara dos Deputados e por esse motivo tive quando criança muitas visitada ao trabalha aqui na esplanada é desde criança observava que esta cidade tinha uma coisa diferente uma magia, hoje trabalho no Ministério da Cultura normalmente não reparo a beleza no dia dia por cousa da correria, mas quando estou curtindo finais de semana volto a ver o quanto nossa cidade e legal e bonita!!

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  13. Nascido em Ceilândia Sul, hoje tenho 37 anos, meu pai e aposentado da Câmara dos Deputados e por esse motivo tive quando criança muitas visitada ao trabalha aqui na esplanada é desde criança observava que esta cidade tinha uma coisa diferente uma magia, hoje trabalho no Ministério da Cultura normalmente não reparo a beleza no dia dia por cousa da correria, mas quando estou curtindo finais de semana volto a ver o quanto nossa cidade e legal e bonita!!!

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  14. Apaixonei pelo seu texto, morei quatro anos em Brasília… e cada linha que tu escreveste parecia e que eu estava escrevendo e revivendo cada lugar e cada história ali vivida, o meu adeus foi em 2014 mais espero voltar em breve. Sempre que posso vou a passeios mais minha vontade de ficar é muito grande.

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  15. Amei seu texto. Descreve Brasília de um jeito simples, tão gostoso ! Moro em Brasília desde 1963. Aqui criei meus filhos, frequentei todos estes lugares que você tão bem explicita ! É a visão da Brasília humana, não da cidade política que tantos criticam , exatamente por não conhecer sua intimidade, seu acolhimento com todos os que a elegem para morar. Parabéns pelo texto. Você voltará, com certeza. Quem bebe nossa água sempre volta. E seja bem vinda, muito bem vinda quando decidir retornar ao nosso convívio. Enquanto isto, seja feliz, tão feliz quanto foi aqui.

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  16. Parabéns pelo texto, me identifiquei em vários momentos pois este ano completo 8 anos de Brasilia, e como você me senti acolhida por esta bela Cidade, por este céu azul e por suas peculiariedades.
    Sucesso em sua nova morada!

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    1. Águas Claras é uma pequena cidade grande. Padaria em cada esquina, parquinho em cada quadra, parque verde acessível, supermercados sempre por perto, farmácias, restaurantes, todo mundo faz delivery pra lá …. acho super prática nesse sentido. Não há necessidade de sair de lá, ou nem de ir de carro, resolver qualquer coisa que seja. Tem até clínicas e tal. A praticidade termina quando começa a EPTG (trânsito) 😀

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  17. Conheci Brasilia nos anos oitenta, por causa de uma grande amor, que para lá foi e fui atrás, adorei a cidade, o clima, as pessoas……um dia, ainda vou morar nesta bela cidade.

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  18. que lindo, so quem nasceu e morou em Brasilia entende essas coisas, fico feliz de ver pessoas elogiando uma cidade que recebe criticas por causa dos políticos, essas pessoas não sabem dividir e nem entendem como funciona BSB, cidade que nasci que amo, não moro mais la mas sempre que posso voltar eu volto e sou muito bem recebido, muitos amigos, família, e muito mais, Obrigado por dividir e volte sempre, Bsb eh sua também.

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  19. Estou em Brasília há 45 anos. Vim estudar, com aquela ideia de voltar pra casa logo depois de formado. Mas não voltei. FIQUEI. Porque aqui é meu lugar! A minha ‘fissura’ por organização não me deixa sair mais daqui. Seu texto só me faz ter certeza disso. Sair daqui prá quê? Pra sofrer? Eu não!!!…

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  20. Olá sou de Bsb, tenho 30 anos e vc está a minha frente; até hj não consigo me localizar na tesourinhas 😦 Talvez por eu morar ma Ceilândia, andar de camelo e não ter medo do Sol Nascente…rssrsr, não é bem assim, trabalho no Plano e gasto muito mais que 30 min. Mas amo meu quadradinho. Boa viajem.

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  21. Muito bom seu texto. Resume bem o sentimento de quem já morou e gostou de Brasília. Morei por 7 anos nela e deixei uma filha com genro que agora têm duas brasilienses exatamente iguais assim como as semelhanças em todas as quadrs que a cidade possui com sua lógica extrema. Quem sabe ainda voltamos.

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  22. Amei o Máximo … Brasília é assim mesmo quando cheguei no primeiro dia já me identifiquei.., Pra mim uma das Melhires Cidade do Mundo pra se Morar. Só não entendi o Setor Bolinha. Comprimenti pelo texto.

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  23. Olá! Adorei seu texto. Sou de Brasília e amo a cidade. Estou de mudança para SP e o coração já apertou. Brasília é linda, uma cidade que tem seus encantos… Vou sentir muita falta do céu azul, dos muitos dias de sol, do tempo seco, do trânsito (não muito) tranquilo, mas principalmente da minha família e dos meus amigos. Espero poder vir sempre pra cá e matar a saudade que já incomoda! Que bom que a minha cidade te acolheu e que te fez feliz!

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  24. Lindo texto , me envolvi na descoberta da minha própria cidade.Cada canto mencionado é o sucesso da cidade planejada. Faltou o entorno ser mencionado.pois faz parte de muita gente que trabalha em Brasília. Sucesso na nova caminhada!!

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  25. Adorei viajar pelos lugares mencionados . Adorei relembrar das velhas “esquinas” e bairros (quadras) em que vivi e convivi por 23 anos . Como terra natal , experiênciei varias transformações , principalmente na área da cultura. Hoje moro fora do pais e sempre sinto saudades. Tenho grandes amigos e parte da família por ai. Ate logo Brasília!

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  26. Prezada, obrigada por tirar de Brasília o que ela tem de melhor! Nós que nascemos aqui, estamos cansados dos forasteiros que só reclamam de tudo, que dizem que a cidade é fria, de pessoas sem educação, que de onde vieram (que nunca saberemos ao certo se é verdade) é o paraíso na terra e aqui é só um lugar passageiro… A cidade acolhe quem a acolhe… então no seu adeus, sinta-se sempre em casa quando voltar, nós brasilenses estaremos sempre de braços e corações abertos!!! Sucesso na sua busca de novos salões e supermercados!!!

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  27. Pois é, você viveu oito anos e não resistiu a uma impressão poetico-saudosista sobre Brasília.
    Eu vivi 37 anos e deveria pelo menos escrever alguns livros, porque assunto não me falta.
    Mas saí de Brasília sem dizer uma palavra. Na verdade, não me despedi. Prefiro dizer que mantive as portas abertas para ir e voltar a qualquer tempo.
    Não é para menos. Minha filha e minha neta continuam lá à minha espera e isso
    me deixa bastante confortável.
    Mas gostei muito do que você escreveu sobre a cidade e esse amor que a gente
    cultiva por ela.
    Brasília é assim: te enreda, te conquista, te prende para sempre.
    Você pode fingir que vai, mas não pense que não volta mais. Você volta, nem que seja pra sentir aquela sensação de líberdade que só o céu de 180 graus da cidade te proporciona.

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  28. Nasci, cresci, fui criada, ainda moro e não me vejo fora de Brasília! Não seria diferente ser apaixonada por esta verdadeira cidade maravilhosa!
    Obrigada por tanto carinho com a minha (nossa) capital! Seja sempre bem vinda!

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  29. Sou de Brasília, mas aprovado em concurso público vim morar no RJ no final de 2014 e seu texto descreveu exatamente como senti-me ao partir. Que saudades da minha fazendinha asfaltada! Tambem espero voltar (o mais breve possível).

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  30. Eu estou chegando nos 8 anos de Brasília… E, assim como você, elegi um monte de lugares, shoppings, supermercados e amizades! Incrível ler esse texto e entender cada palavra… Mas aposto como quem não é de Brasília também entende e lê com carinho o que o seu ADEUS.
    Foi tão singelo e tão bonito que parece que já te conheço e sinto pela sua despedida…

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  31. Fiquei encantada com tudo. Linda foto, e as palavras certas de uma maneira tão despretensiosa de quem tinha a obrigação de escrever um bom texto. Coisas assim que gosto de ler, parece que estamos conversando,olho no olho…tão mais fácil de entender.
    A essa querida família (que embora eu conheça só o Sr. responsável rsrsrsrsr ), desejo os melhores dias de suas vidas nessa aventura que corajosamente os três se propuseram a fazer.
    Que Deus esteja sempre com vocês. Vocês vão voltar e nós estaremos aqui esperando. Beijos.

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    1. Foi tudo muito bom até falar das cidades satélites como Vicente Pires, Taguatinga e Ceilândia como lugares ruins. Sendo que nesses lugares eu já aprendi muitos valores que não são facilmente vistos no centro de brasília( plano piloto).
      Por fim, adorei o seu texto e espero que vc conheça muitos outros lugares tão bons como brasília.

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